Sean Penn é favorito em Cannes por "This Must Be the Place"

Ator vive ex-rock star cinquentão em longa estilizado do italiano Paolo Sorrentino

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
Sean Penn encarna roqueiro excêntrico em "This Must Be The Place"
Foi só no penúltimo dia da competição que o Festival de Cannes 2011 ganhou um segundo candidato ao troféu de melhor ator – o primeiro é Michel Piccoli, de "Habemus Papam" . De visual à la Robert Smith, da banda The Cure, Sean Penn impressiona em “This Must Be the Place”, primeiro filme em inglês do italiano Paolo Sorrentino (prêmio do júri em Cannes em 2008 por "Il Divo"), exibido na manhã desta sexta-feira (20) em sessão para jornalistas.

Penn interpreta Cheyenne, um ex-rock star em seus 50 anos que mora em Dublin e atravessa uma depressão. Quando ele recebe a notícia de que seu pai, com quem não fala há 30 anos, está morrendo nos Estados Unidos, parte para o país que abandonou. Descobre, então, que seu pai empreendia uma caça a um nazista que o humilhou em Auschwitz e retoma a busca.

AFP
O cineasta Paolo Sorrentino e Sean Penn
Extremamente estilizado, como os filmes anteriores do cineasta, com cada plano meticulosamente estudado, “This Must Be the Place” tem uma atuação chamativa de Penn, que vai da falta de expressão absoluta às reações mais estranhas do personagem. É artificial e exagerado, mas é nesse registro que o diretor trabalha.

Sorrentino foge do sentimentalismo tão comum no cinema italiano, mas não deixa seu filme morrer sufocado pela falta de vida, mesmo que as construções sejam muito evidentes. O longa entrou na lista de sérios candidatos a prêmios na cerimônia de encerramento, no domingo (22).

Na coletiva de imprensa que se seguiu à exibição, Sean Penn mostrou seu habitual mau humor e praticamente não respondeu nada de forma completa. O ator conheceu o diretor quando era presidente do júri em Cannes, em 2008, e foi cumprimentar o vencedor do prêmio do júri. “Disse que ele podia contar comigo a qualquer momento, em qualquer lugar.”

nullDepois, falando sobre o visual do personagem, elogiou o cineasta: “Quando alguém tem uma visão assim, você deve ouvir. Para mim, ele é um dos poucos mestres cinematográficos do nosso tempo e alguém que vai fazer cinema criativo por um bom tempo.”

Sorrentino falou sobre seus personagens. “São reais, atípicos, mas possíveis. Gosto de personagens com certa excepcionalidade.” Falando sobre vingança, um dos assuntos que o filme aborda, Sean Penn disse que “a vingança é algo muito presente nos Estados Unidos, como no caso de Osama Bin Laden”.

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