Romeno fecha a competição com alto astral e superficialidade

"La Source des Femmes" trata de mudanças e costumes em clima de novela

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
A atriz Leila Bekhti faz a personagem central do filme romeno "La Source des Femmes"
A competição do Festival de Cannes chegou ao final em clima alto-astral, com “La Source des Femmes”, do romeno Radu Mihaileanu, último filme a ser exibido para jornalistas, na manhã deste sábado (21).

Leila (Leila Bekhti), mulher do professor Sami (Saleh Bakri), revolta-se ao perder um bebê após uma queda na montanha onde fica a fonte de água do vilarejo localizado inespecificamente no Oriente Médio ou na África do Norte. Como manda a tradição, as mulheres são as responsáveis por subir a montanha pedregosa e descer carregando os pesados baldes de água. Mas, na época em que o costume começou, os homens tinham outras atribuições, que não têm mais. Daí a ideia de forçar os machistas fazendo uma “greve de amor”.

O diretor toca em muitos temas durante o filme, quase tantos quanto uma novela de Gloria Perez. Leila é “estrangeira”, pois veio de outra cidade, a tradição manda, os homens mais velhos não trabalham e são violentos, as pessoas culpam o governo e o colonialismo por tudo etc. Normalmente, usa um tom para cima, quase de bom humor, e muito didatismo, com alguns diálogos de matar. O elenco carismático e belo segura a atenção, mas Mihaileanu falha em explorar as nuances dos temas, deixando sua produção com jeito de sessão da tarde.

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