Poetry é sul-coreano "normalzinho"

Filme de Lee Changdong tem protagonista feminina interessante, mas é longo demais

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
Poetry foge da estranheza do cinema da Coreia do Sul, mas decepciona
Segundo sul-coreano na competição do 63º Festival de Cannes, Poetry (poesia), de Lee Changdong, foi apresentado na manhã desta quarta-feira (19) em sessão para a imprensa. Ao contrário da maior parte dos longas-metragens da Coreia do Sul, porém, não há reviravoltas surpreendentes, situações doentias ou tom pop. Quem diria que no país há gente normal?

Gente normal como Mija (Yun Junghee), uma avó que cuida sozinha do neto adolescente com a pensão de aposentada e o pequeno salário de empregada. É uma pessoa otimista, sempre com expressão boa no rosto. Ela decide entrar num curso de poesia e passa a observar cada detalhe do mundo como se fosse a primeira vez. “Poesia é beleza”, diz. Até que o neto é acusado de um crime brutal, e ela se lembra de que nem tudo é tão lindo na vida.

Poetry tem uma protagonista feminina rara, cheia da nuanças e enigmática – ela nunca é apreendida em sua totalidade e por isso surpreende o espectador. Mas o filme propõe pouco em termos visuais e comprido além da conta. É um longa-metragem que tem seus momentos, sem ser de forma alguma memorável.

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