Melancolia dá o tom do francês Tournée

Estranheza e ternura misturam-se no filme de Mathieu Amalric, o primeiro da competição

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

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Tournée, o quarto longa-metragem de Mathieu Amalric, retrata universo da dança burlesca
O ator Mathieu Amalric pode ser mais conhecido como o vilão de Quantum of Solace , o último filme de James Bond, ou como o protagonista de O Escafandro e a Borboleta , sobre um homem que se comunica piscando um dos olhos. Mas ele também é diretor, tendo feito sete curtas-metragens e três longas – o quarto é Tournée , que abriu a competição do 63o Festival de Cannes, na noite desta quarta-feira (12).

Inspirado por um livro da escritora Colette sobre suas turnês como atriz, ele trouxe para o filme artistas do novo burlesco. As americanas Mimi Le Meaux, Dirty Martini, Kitten on the Keys, Evie Lovelle e Julie Atlas Muz iluminam a tela com seus números e espontaneidade.

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O ator e diretor francês Mathieu Amalric
Mas é a melancolia que dá o tom do filme. O próprio Amalric interpreta o produtor Joachim, que deseja reconquistar o respeito perdido na França numa turnê das garotas pelo país. O passado, porém, ressurge pouco a pouco, cobrando seu preço e emperrando seu sonho. Os momentos de comédia, porém, são muitos e surpreendentemente sérios, surgindo de maneira inesperada, em gestos atrapalhados do protagonista, um sujeito que não relaxa nunca.

Tournée mistura um tanto de estranheza e certa dose de ternura. Sem ser brilhante, foi uma boa maneira de começar a competição de Cannes.

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