'Me sinto confortável em falar sobre nudez', diz Emily Browning

Em 'Sleeping Beauty', ela interpreta universitária que aceita ser sedada e oferecida a homens; leia entrevista ao iG

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Emily Browning tinha apenas 15 anos quando fez uma das crianças de “Desventuras em Série”, ao lado de Jim Carrey. Agora, aos 22, ela parece estar naquele ponto em que vai estourar.

Depois de fazer a protagonista do filme de ação “Sucker Punch”, ela interpreta Lucy, uma universitária que se arrisca aceitando ser sedada e oferecida a homens em “Sleeping Beauty” , de Julia Leigh. A penetração é proibida, mas de tudo acontece, desde dormir abraçada com estranhos nus a ser lambida no rosto ou derrubada da cama. O longa está na competição do Festival de Cannes 2011 .

A atriz falou ao iG sobre sua decisão ousada.

iG: Você não ficou receosa de aceitar esse papel?
Emily Browning:
Não achei que era um grande risco. Os meus agentes me conhecem, claro que tinham preocupações, mas eu queria tanto fazer que eles viram que não tinha jeito. Se eu amo o bastante o personagem, eu simplesmente quero fazer.

iG: Fez pesquisa?
Emily Browning:
Na verdade, não. Eu sei que existem uns vídeos sobre essa prática de homens que pagam para dormir ao lado de garotas. Mas tanto eu quanto Julia achamos que era melhor eu não ver, até porque Lucy não sabe o que acontece com ela.

iG: É meio inevitável falar de nudez nesse filme.
Emily Browning:
Eu me sinto confortável agora em falar sobre isso. Tínhamos uma equipe australiana muito pequena, sempre me senti confortável. Não achei estranho nesse sentido. Claro, estava nervosa antes da primeira cena. Mas comigo aconteceu essa coisa estranha que acontece com muitos atores, que, quando a câmera é ligada, eu não sou mais eu, estou protegida por aquele personagem. Depois da primeira vez, eu já estava tirando a roupa sem nenhum problema. Na verdade, acho que as pessoas fazem muito caso de nudez e corpo e na verdade todos temos corpos e é tudo muito normal.

iG: Acha que o fato de ser uma diretora facilita?
Emily Browning:
Eu teria feito mesmo se fosse um homem. Mas acho que, sim, você fica mais confortável. E, talvez, se fosse um homem filmando, muitas das coisas teriam parecido muito mais perversas do que Julia mostrou. Não vejo nada vagamente misógino neste filme. Em “Sucker Punch”, por exemplo, as fronteiras eram mais borradas e me vi tendo que defender o filme dessa acusação.

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