"Le Havre" pinta retrato amoroso sobre imigração

Filme é um conto de fadas contemporâneo em que a graça está nas situações absurdas

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
André Wilms vive o engraxate Marcel Marx em "Le Havre"
Talvez cansada do peso da competição, a plateia de jornalistas divertiu-se e aplaudiu muito ao final a sessão de “Le Havre”, de Aki Kaurismäki, na manhã desta terça-feira (17) no Festival de Cannes , uma espécie de conto de fadas contemporâneo cheio de gente boa a ajudar um menino africano, imigrante ilegal perseguido pela polícia. O diretor mostra fé no ser humano.

O engraxate Marcel Marx (André Wilms) tem um quê do Carlitos de Charles Chaplin, e o filme todo lembra as comédias aparentemente ingênuas e certamente doces do diretor. A graça vem das situações absurdas, vividas sempre com seriedade pelos personagens.

"Le Havre" apresenta uma visão mais leve de um problema sério, com frases que mostram o absurdo da situação e pintam um retrato mais amoroso do que a realidade em relação à imigração.

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