La Nostra Vita mostra drama familiar sentimental

O único italiano é mais um concorrente sem razão de estar na competição

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
O ator Elio Germano e seus dois filhos na história de La Nostra Vita: sozinho para cuidar da família
O único italiano da competição do 63º Festival de Cannes foi exibido para jornalistas na noite desta quarta-feira (19), com recepção morna. La Nostra Vita (a nossa vida, na tradução do italiano), de Daniele Luchetti, segue na mesma linha familiar do filme anterior do cineasta, Meu Irmão É Filho Único .

O longa-metragem começa com cenas de comercial de margarina protagonizadas por Claudio (Elio Germano), Elena (Isabella Ragonese), grávida do terceiro filho do casal, e dois meninos. Até que a tragédia se abate sobre a família, e Claudio precisa cuidar das três crianças sozinho – ou, pelo menos, é o que ele pensa.

O protagonista conta com a ajuda dos irmãos, Piero (Raoul Bova) e Loredana (Stefania Montorsi), dos vizinhos, de um rapaz romeno. Ao mesmo tempo, afunda-se no trabalho, achando que o dinheiro vai resolver seus problemas, e acaba metendo os pés pelas mãos. Acima de tudo, Claudio não lida bem com a morte da mulher e varre para dentro suas emoções.

La Nostra Vita aproxima-se de um estilo documental, colocando a câmera de forma muito próxima dos personagens, principalmente do protagonista. Comove sem apelar demais, a não ser no final forçadinho. Apesar de ser um filme que se vê sem dificuldade, é mais um concorrente que não tem tanta razão de estar na competição de Cannes.

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