Ken Loach volta aos temas urgentes em Route Irish

Mesmo sem o mesmo vigor de filmes anteriores, cineasta inglês fica um degrau acima da maior parte dos concorrentes à Palma de Ouro

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Apenas um ano após concorrer pela nona vez à Palma de Ouro com o divertido À Procura de Eric , o inglês Ken Loach volta à competição com Route Irish – ele venceu por Ventos da Liberdade em 2006.

Divulgação
Longa-metragem retrata trabalho das Forças Especiais do Reino Unido no Iraque

Na trama, Fergus e Frankie são amigos inseparáveis desde o primeiro dia da escola. Adolescentes, sonhavam viajar o mundo. Anos mais tarde, o “sonho” se realiza quando eles vão ao Iraque como membros das Forças Especiais do Reino Unido. Pouco depois, Fergus (Mark Womack) convence Frankie (John Bishop) a entrar em seu time de seguranças em território iraquiano, com salário de 10 mil libras por mês.

Três anos mais tarde, Frankie acaba morrendo no Iraque, na perigosa estrada chamada de Route Irish. Desconfiado de que a morte dele não foi um acidente de guerra, Fergus investiga o caso e se aproxima de Rachel (Andrea Lowe), a namorada do amigo.

Ken Loach faz um retorno a seu cinema de fortes bases realistas, quase documental, que aborda os temas urgentes do mundo de hoje. No caso da Guerra do Iraque, o cineasta toca na questão do lucro que muita gente teve com a guerra, como esses grupos de seguranças particulares, por exemplo. De forma nenhuma, ele deixa de lado a história e os personagens cheios de humanidade. Route Irish , no entanto, não tem o mesmo vigor de outras produções do diretor, apesar de estar degrau acima da maior parte dos concorrentes deste festival.

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