Curta representa o Brasil na competição

País tem participação diminuta neste ano, que conta com Cacá Diegues em júri de mostra paralela

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
A atriz Caroline Abras em cena do curta A Estação , da diretora Márcia Faria
Há dois anos, o Brasil teve dois representantes na competição do Festival de Cannes – Linha de Passe , de Walter Salles e Daniela Thomas, e Ensaio sobre a Cegueira , de Fernando Meirelles –, além de um na mostra Um Certo Olhar – A Festa da Menina Morta , de Matheus Nachtergaele. Em 2010, nem um nem outro. Na seleção oficial, a pequena participação nacional ficou limitada à competição de curtas, a um membro no júri e a sessão especial.

A única obra brasileira a concorrer à Palma de Ouro é o curta A Estação , de Márcia Faria (sobrinha do ator Reginaldo Faria), assistente de direção de cineastas como Walter Salles e Hector Babenco. Na trama, a atriz Caroline Abras ( Se Nada Mais Der Certo ) interpreta uma garota que vem do interior para São Paulo e termina morando no Terminal Rodoviário do Tietê.

A Estação compete pelo prêmio com oito filmes: o francês Chienne D’Histoire , de Serge Avédikian, o israelense First Aid , de Yarden Carmin, o australiano Muscles , de Edward Housden, o sueco Micky Bader , de Frida Kempff, o letão To Swallow a Toad , de Jurgis Krasons, o cubano Rosa , de Monica Lairana, o argentino Maya , de Pedro Pío Martín Pérez, e o chileno Blokes , de Marialy Rivas.

Cacá Diegues está no júri da competição de curtas-metragens e dos filmes da Cinéfondation (para curtas-metragens produzidos em escolas de cinema). O veterano cineasta também é produtor de 5 X Favela por Nós Mesmos , exibido em sessão especial. Trata-se de uma versão do filme em episódios de 1961, que revelou o próprio Cacá, Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirszman, além de Marcos Farias e Miguel Borges, todos universitários de classe média que foram a favelas para filmar. Desta vez, os diretores são moradores de comunidades cariocas, como Manaira Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcelos e Luciana Bezerra.

Reprodução
O Beijo da Mulher Aranha , do cineast Hector Babenco, será exibido na sessão Cannes Classics
Na sessão Cannes Classics, haverá a exibição de O Beijo da Mulher Aranha , produção internacional dirigida por Hector Babenco, com William Hurt e Sonia Braga no elenco. O filme completa 25 anos, e a sessão, ao ar livre, deve contar com a presença do diretor e dos dois atores.

Já a Semana da Crítica, evento paralelo ao Festival de Cannes, apresenta o curta-metragem A distração de Ivan , de Cavi Borges e Gustavo Melo, sobre um dia na vida de um garoto de subúrbio apaixonado por futebol.

E a Quinzena dos Realizadores, outra mostra paralela, exibe o longa-metragem A Alegria , de Felipe Bragança e Marina Meliande. É o segundo longa da dupla em 35 mm – o primeiro, A Fuga da Mulher Gorila , premiado no Festival de Tiradentes, foi rodado em 16 mm e forma com A Alegria e Desassossego , previsto para este ano ainda, uma trilogia sobre o imaginário juvenil. A Alegria mostra o verão de uma menina carioca e seu relacionamento com a família, os amigos e o primo, desaparecido após um tiroteio.

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