Bernardo Bertolucci recebe Palma de Ouro honorária

Emocionado, diretor italiano dedicou prêmio àqueles com "força para lutar"

iG São Paulo com AFP |

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Bernardo Bertolucci no palco de Cannes: "Esperei um pouco, mas tenho minha Palma de Ouro"
O cineasta italiano Bernardo Bertolucci, ganhador da primeira Palma de Ouro honorária do Festival de Cannes , foi homenageado nesta quarta-feira (11) na cerimônia de abertura do evento, quando foi exibido "Meia-Noite em Paris" , novo filme de Woody Allen. Veja a galeria de fotos do primeiro dia

"Esperei um pouco, mas vou ter minha Palma de Ouro", disse aos 70 anos o diretor de "Último Tango em Paris", "Beleza Roubada", "1900" e de "O Conformista" no palco do Palácio dos Festivais, recebendo das mãos do presidente do festival, Gilles Jacob, a premiação inédita, que a partir deste ano será entregue anualmente para recompensar um diretor importante que nunca havia conquistado a honraria.

Locomovendo-se com ajuda de uma cadeira de rodas em decorrência de um problema na coluna, Bertolucci, visivelmente emocionado, dedicou o prêmio a "todos os italianos que ainda têm força para lutar, criticar, se indignar". O cineasta anunciou no festival que está trabalhando em um novo longa-metragem, um drama em 3D .

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Robert De Niro, presidente do júri, na abertura oficial do Festival de Cannes
Pouco antes, a atriz francesa Mélanie Laurent, vestida de preto, abriu o festival celebrando "estes 11 dias que valem por cem". O presidente do júri, o ator norte-americano Robert De Niro, também saudado com aplausos entusiasmados, tentou se expressar em francês. "Obrigado por terem me convidado (...) Espero fazer um bom trabalho e, mais uma vez, obrigado", disse De Niro.

Estrelas não faltaram à cerimônia, incluindo Adrien Brody, Claudia Cardinale, acompanhada do ministro francês da Cultura Frédéric Mitterrand, Antonio Banderas, Mélanie Griffith, Emir Kusturica, Salma Hayek e Faye Dunaway, que estampa o cartaz do festival.

Woody Allen sempre declarou seu amor por Paris, que ele considera a mais bela cidade do mundo ao lado de Nova York. "Olhando para trás, digo a mim mesmo que teria conseguido viver aqui ou, no mínimo, ter um apartamento e me dividir entre as duas cidades. Mas não fiz isso e me arrependo", confessou.

O diretor norte-americano faz a sua homenagem passeando com sua câmera pelos lugares mais conhecidos da Cidade Luz. "Paris dá a impressão de que tudo é possível e o filme fala apenas disso", assegurou Allen, considerando que seu longa apresenta uma "Paris emocional e subjetiva".

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