Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives conquistou a Palma de Ouro" / Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives conquistou a Palma de Ouro" /

Belo ou maçante? Filme premiado em Cannes divide críticos

Filme tailandês Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives conquistou a Palma de Ouro

Reuters |

Divulgação
Cena do filme de fantasmas tailandês Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives
Poucos filmes bons, poucos astros e estrelas e um filme premiado que deixou muitas pessoas perplexas: a edição 2010 do festival de Cinema de Cannes dificilmente será recordada como um clássico. O filme tailandês " Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives , um dos 19 da competição principal, recebeu a Palma de Ouro de melhor filme, alegrando alguns críticos mas enfurecendo outros.

" Uncle Boonmee , Palma de Tédio" foi a manchete da segunda-feira do jornal francês Le Figaro, que descreveu o filme do diretor tailandês Apichatpong Weerasethakul, sobre a reencarnação, como "maçante, incompreensível e alucinatório".

O jornal italiano Corriere della Sera disse que foi "imperdoável" o júri de Cannes, encabeçado por Tim Burton, ter deixado de premiar Another Year , de Mike Leigh, mas o britânico The Guardian descreveu Uncle Boonmee como "liricamente belo".

Tim Burton disse que escolheu Weerasethakul, que não conseguiu ir a Cannes devido aos distúrbios na Tailândia, porque seu trabalho é tão distante do cinema mainstream, destacando o fato de Cannes orgulhar-se de descobrir filmes que, de outro modo, poderiam ter dificuldade em encontrar público. "O mundo está ficando menor, e os filmes estão ficando mais ocidentalizados ou hollywoodizados. Para mim, este foi um filme que eu senti que estava assistindo desde outro país, de outra perspectiva", disse.

Of Gods and Men , do cineasta francês Xavier Beauvois, recebeu o segundo prêmio mais importante do festival, o Grande Prêmio do Júri, e teria sido um vencedor bem visto da Palma de Ouro. O relato do assassinato de sete monges trapistas envolvidos nos distúrbios civis ocorridos na Argélia nos anos 1990 foi quase universalmente elogiado por sua reflexão comedida sobre crença, coragem e tolerância religiosa.

A entrega dos prêmios encerrou 12 dias agitados de sessões de cinema e festas na Riviera Francesa, onde o clima de incerteza econômica, a pouca presença de celebridades e a escassez de filmes que geraram interesse forte deixaram o festival pouco instigante.

Cannes 2010 foi fraco em comparação com 2009, quando Anticristo , de Lars von Trier, o drama prisional O Profeta e A Fita Branca , de Michael Haneke, que ficou com a Palma de Ouro, garantiram um festival dos melhores.

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