Alain Delon se emociona em sessão

Clássico de Luchino Visconti, O Leopardo ganhou restauração de primeira com a ajuda de Martin Scorsese

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Getty Images
Anouchka Delon, Alain Delon e Claudia Cardinale antes da sessão de O Leopardo , em Cannes
A sessão da cópia restaurada de O Leopardo , clássico de Luchino Visconti, na mostra Cannes Classics, na noite de sexta-feira (14) no Festival de Cannes, começou com mais de uma hora de atraso, algo raro no evento. Mas foi por um bom motivo: aguardava-se a chegada do cineasta Martin Scorsese, patrono da restauração estupenda do filme.

O diretor subiu ao palco e disse que vê e revê o longa-metragem de 1963 como se fosse uma aula de cinema. Dois dos protagonistas, Alain Delon, 75, e Claudia Cardinale, 72, estavam na sala Debussy e subiram ao palco, sendo aplaudidos de pé.

Na obra baseada no livro de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, o príncipe Fabrizio Salina (Burt Lancaster) vê o início das mudanças da Itália quando Garibaldi reunifica o país, tirando da aristocracia grande parte do poder. A nova era é simbolizada pelo noivado de seu sobrinho, Tancredi (Alain Delon), com Angelica (Claudia Cardinale), filha de um antigo camponês e empregado do príncipe, hoje riquíssimo e politicamente influente.

Ao final da sessão, Alain Delon não escondia a emoção. Pudera: a restauração é primorosa, devolvendo a O Leopardo as cores e o som de forma que parece praticamente feito hoje.

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