"Amour", de Michael Haneke, ganha a Palma de Ouro de Cannes

Já o Grande Prêmio do Júri foi para "Reality", de Matteo Garrone

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

E deu mesmo “Amour”. O filme dirigido por Michael Haneke ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2012 , três anos depois de levar por “A Fita Branca”. O prêmio foi anunciado em cerimônia na noite do domingo (27).

O Grande Prêmio do Júri foi para “Reality”, de Matteo Garrone.

Divulgação
Cena de 'Amour', de Michael Haneke

O troféu de direção ficou com Carlos Reygadas, pelo longa-metragem “Post Tenebras Lux”. “Queria agradecer ao público e aos membros da imprensa, que nos últimos dias só disse coisas boas sobre o filme”, afirmou o mexicano, ironicamente, referindo-se às críticas negativas que recebeu.

O júri considerou Cosmina Stratan e Cristina Flutur, ambas de “Dupa Dealuri”, de Cristian Mungiu, como as melhores interpretações femininas. As duas agradeceram ao diretor.

Mads Mikkelsen (“Jagten”, dirigido por Thomas Vinterberg) levou o prêmio de melhor interpretação masculina. “Obrigado ao júri, estou muito tocado. Mas quero compartilhar este prêmio com todos os que fizeram cinema este ano”, disse o ator.

O roteiro de Cristian Mungiu para seu filme “Dupa Dealuri” foi considerado o melhor entre os 22 filmes apresentados em competição.

Também houve um prêmio do júri para “The Angel’s Share”, do inglês Ken Loach. “Gostaria que mandássemos nossa solidariedade àqueles que resistem em tempos de cortes”, disse o diretor no agradecimento.

O júri foi presidido pelo cineasta italiano Nanni Moretti e formado pelos diretores Andrea Arnold (Reino Unido), Alexander Payne (EUA) e Raoul Peck (Haiti), o estilista Jean-Paul Gaultier (França) e os atores Hiam Abbass (Palestina), Emmannuelle Devos (França), Diane Kruger (Alemanha) e Ewan McGregor (Reino Unido).

A Caméra d’Or, concedida ao melhor filme de estreante, foi para o americano “Beasts of the Southern Wild”, de Benh Zeitlin. O júri era presidido pelo brasileiro Carlos Diegues. A Palma de Ouro de curta-metragem foi para o turco “Sessiz Be Deng”, de L. Rezan Yesilbas.

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