"Na Estrada" agrada mais aos críticos da Screen do que aos franceses

Com "Holy Motors" ocorreu o oposto: especialistas da Le Film Français adoraram, e os da revista inglesa, nem tanto

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Os diários Screen International e Le Film Français trazem na edição desta quinta-feira (24) a cotação para “Na Estrada” , de Walter Salles, exibido no Festival de Cannes 2012 . E o resultado é bem diferente.

Na revista inglesa, a coprodução França-Brasil entrou em quarto lugar, com média 2,7, atrás de “Amour” , de Michael Haneke, e “Dupa Delauri” , de Cristian Mungiu, ambos com 3,3, “De Rouille et d’Os” , de Jacques Audiard, “Jagten” , de Thomas Vinterberg, e “Killing Them Softly” , de Andrew Dominik, os três com média 2,9, e “The Angel’s Share” , de Ken Loach, com 2,8.

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Sam Riley e Garrett Hedlund em cena de 'Na Estrada'

Além da equipe da Screen International, votam os críticos Nick James, da revista inglesa Sight & Sound, David Stratton, do The Australian, Derek Malcolm, do jornal London Evening Standard, Jan Schulz-Ojala, do alemão Der Tagesspiegel, José Carlos Avellar, do site brasileiro Escrevercinema.com, Dennis Lim, do New York Times, Michel Ciment, da francesa Positif, Kate Muir, do jornal inglês The Times, e Bo Green Jensen, do dinamarquês Weekendavisen Berlingske.

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"Na Estrada" não fez o mesmo sucesso com os críticos franceses da Le Film Français. O filme não recebeu nenhuma Palma, a cotação máxima, nem nenhuma careta, cotação mínima. Sua melhor avaliação, três estrelas, foi dada por Pascal Merigeau, do Le Nouvel Observateur.

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Denis Lavant em 'Holy Motors'
Seis críticos acharam que o longa-metragem é duas estrelas, e quatro consideraram a produção digna de uma estrela (que significa “gostei um pouco”). Votam Arnaud Schwartz, do La Croix, Stéphane Delorme, das Cahiers du Cinéma, Philippe Rouyer, da Positif, Pierre Murat, do Télérama, Serge Kaganski, da Les Inrockuptibles, Eric Neuhoff, do Le Figaro, Jacques Mandelbaum, do Le Monde, Pierre Vavasseur, do Le Parisien, Jean Roy, do L’Humanité, Pierre Fornerod, do Ouest France, e Danielle Attali, do Le Journal du Dimanche. Stéphanie Lamome, da revista Première, Fabrice Leclerc, da revista Studio Ciné Live, e Christophe Carrière, do L’Express, não votaram.

A diferença também foi grande na maior polêmica do Festival de Cannes até agora, “Holy Motors” , de Leos Carax, que também entrou na edição desta quinta-feira (24) nos quadros de cotações. Na Screen International, a média foi de 2, com duas cotações quatro estrelas, uma nota três estrelas, três críticos dando duas estrelas e três dando apenas uma. Jan Schulz-Ojala considerou o filme ruim.

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Já os críticos franceses amaram o filme do seu compatriota, concedendo cinco cotações máximas – perde para “Amour” e empata com “De Rouille et d’Os”. Três críticos consideraram “Holy Motors” três estrelas, dois deram duas estrelas e três preferiram uma estrela apenas.

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