Leos Carax quer provar suposta superioridade com "Holy Motors"

Há mais de uma década sem filmar, diretor francês se mostra terrivelmente velho e tremendamente desinteressante

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

À parte um dos curtas-metragens do longa “Tokyo!”, codirigido por Michel Gondry e Bong Joon-ho, Leos Carax estava sem filmar desde 1999, quando fez “Pola X”. Pois “Holy Motors”, apresentado em sessão para imprensa na noite desta terça-feira (21) no Festival de Cannes 2012 , é um reflexo dessa ausência – e do ar de superioridade do seu diretor em relação ao cinema feito hoje.

Divulgação
Kylie Minogue aparece mascarada em "Holy Motors"
O filme começa justamente com Leos Carax acordando de um sonho e descobrindo em seu quarto uma porta secreta que dá num teatro onde estão sentados espectadores sem rostos. Mas o protagonista é o senhor Oscar (Denis Lavant), recolhido todos os dias por uma limusine para fazer trabalhos em série durante o dia. Todos envolvem mortes. Seria ele um matador de aluguel?

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Está mais para ator de aluguel. Ele faz de um pornô de animação com motion capture a um monstro que invade uma sessão de fotos com uma modelo (Eva Mendes), transformando-a sucessivamente em muçulmana e na Pietà. São nove compromissos no total, que discutem as câmeras cada vez menores e imperceptíveis, o cinema em geral, a saudade do passado da França, representado pelo fechamento da loja Samaritaine (um dos cenários do longa), e a saudade do passado do próprio cineasta, incapaz de ser mais prolífico em sua carreira.

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Tudo supostamente esperto, terrivelmente velho e tremendamente desinteressante.

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