Walter Salles, jurados e curtas são os participantes brasileiros em Cannes

Presença latina é diminuta na seleção oficial, mas aparece com peso nas mostras paralelas

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
O diretor Walter Salles no set de "Na Estrada"
O Festival de Cannes 2012 não está especialmente rico de filmes brasileiros – mas curiosamente o Brasil está bem presente na 65ª edição. “Na Estrada” , adaptação do livro de Jack Kerouac dirigida por Walter Salles e uma coprodução entre Brasil e França, é falada em inglês e estrelada por Sam Riley, Garrett Hedlund e Kristen Stewart, com participação da paulistana Alice Braga. Representa o país numa competição que só tem “Post Tenebras Lux”, do mexicano Carlos Reygadas, como companheiro latino-americano.

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Na seleção oficial, entre as sessões especiais, há “A Música Segundo Tom Jobim” , documentário de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim. O Brasil aparece duas vezes na mostra Cannes Classics, com cópias restauradas de “Cabra Marcado para Morrer” , documentário fundamental de Eduardo Coutinho, interrompido em 1964 e finalizado em 1984, e “Xica da Silva” (1976), de Cacá Diegues , também presidente do júri do Caméra D’Or, responsável por selecionar o melhor estreante entre todas as mostras oficiais e paralelas (Quinzena dos Realizadores e Semana da Crítica).

Já o cineasta Karim Aïnouz, de “Madame Satã” e “O Abismo Prateado” , ambos exibidos em Cannes, participa do júri do Cinéfondation , para curtas-metragens feitos em escolas, e da competição de curtas-metragens. Ambas as seções não têm brasileiros – o porto-riquenho “Mi Santa Mirada”, de Álvaro Aponte-Centeno, disputa a Palma de Ouro de melhor curta, e o argentino “Pude Ver un Puma”, de Eduardo Williams, está entre os concorrentes do Cinéfondation.

Ainda na seleção oficial, a mostra Um Certo Olhar, vem sem brasileiros puros desta vez – “Trabalhar Cansa”, de Marco Dutra e Juliana Rojas, participou no ano passado . “La Playa DC”, de Juan Andrés Arango, é uma coprodução Colômbia, Brasil e França. “Elefante Blanco”, do argentino Pablo Trapero, e “Después de Lucia”, do mexicano Michel Franco, representam a América Latina. Trapero também é um dos diretores do filme coletivo “7 Dias en la Habana”, assim como o cubano Juan Carlos Tabío e o porto-riquenho Benicio del Toro.

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O ator belga Jérémie Renier e Ricardo Darín em "Elefante Blanco", do argentino Pablo Trapero
Já as mostras paralelas Quinzena dos Realizadores e Semana da Crítica foram mais generosas com o Brasil. A primeira traz os curtas “Porcos Raivosos”, dos pernambucanos Leonardo Sette e Isabel Penoni, e o carioca “Os Mortos-Vivos”, de Anita Rocha da Silveira, além do longa “Infância Clandestina”, de Benjamin Ávila, coprodução com Argentina e Espanha falada em espanhol. Já a Semana da Crítica mostra o novo trabalho da paulista Juliana Rojas, coautora do longa “Trabalhar Cansa”: o curta “O Duplo”. Os latino-americanos vêm fortes em ambas as mostras.

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Na Quinzena, estão os longas “3”, dirigido pelo uruguaio Pablo Stoll Ward (de “Whisky); “No”, do chileno Pablo Larraín, com mais um capítulo de seu olhar curioso sobre a ditadura de Augusto Pinochet; “Fogo”, coprodução México-Canadá falada em inglês, de Yulene Olaizola; e “La Sirga”, coprodução Colômbia, França e México.

A competição de longas da Semana da Crítica tem o argentino “Los Salvajes”, de Alejandro Fadel. O país também emplacou “Yeguas y Cotorras”, de Natalia Garagiola, na disputa dos curtas-metragens.

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