15/05 - 09:02 - Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes
CANNES – “Se o Vaticano ficar interessado no meu filme como ficou com o longa de Tom Hanks, ‘Anjos e Demônios’, vou adorar”, afirmou o cineasta sul-coreano Park Chan-wook na coletiva de imprensa de seu filme “Bak-Jwi” (em inglês, “Thirst”, ou “Sede”), na manhã desta sexta-feira (15) em Cannes. No longa-metragem, o terceiro a ser apresentado na competição, um padre se oferece como voluntário para testes de uma vacina contra um vírus mortal e acaba se tornando um vampiro.
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| Padre-vampiro é o personagem principal de "Thirst" ("Sede"), de Park Chan-wook |
“Eu não pensei numa conexão entre o vampirismo e a fé católica, como se, ao beber o vinho que representa o sangue de Cristo, todos os padres fossem vampiros. Pensei mais porque achei que seria um dilema interessante um padre, uma das profissões de maior humanidade no mundo, ser obrigado a beber o sangue de outras pessoas, ou seja, matá-las, para sobreviver”, disse o diretor.
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“Se o Vaticano ficar interessado no meu filme, |
De fato, acontecem as situações nonsense na aventura do padre, que primeiro tenta se alimentar fechando o soro dos pacientes do hospital onde trabalha e roubando um pouquinho do seu sangue. O problema é quando ele se apaixona por uma mulher casada, interpretada por Kim Ok-vin, que parece uma santa – mas, ao longo do filme, revela-se uma peste. A atriz disse que não achou difícil a filmagem da produção, com suas cenas violentas e sanguinolentas. “Mas foi engraçado porque, após o término, ficava extasiada quando via sangue”, contou, entre risos.
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