Candidatos disputam papel de 'salvador' da Celg

Mas governadoriáveis se esquivam da responsabilidade pelo 'rombo' da Companhia Energética de Goiás

Rodrigo Viana, iG Goiânia |

As dívidas da companhia e o risco de cassação da concessão de eletricidade em Goiás levaram os candidatos a empurrarem uns aos outros a responsabilidade pelo rombo.

No entanto, após a assinatura de empréstimo de R$ 3,7 bilhões pela Caixa Econômica Federal (CEF) para quitação das dívidas, os governadoriáveis agora brigam pelo trabalho de ter salvado a estatal.

Quem se beneficia diretamente do acordo é o governo Alcides Rodrigues (PP) e o candidato que apóia, Vanderlan Cardoso (PR). 

Alcides passou a afirmar ser o “governador que salvou a Celg” e, em seguida, diz estar em mais uma negociação financeira para pagar R$ 750 milhões em dívidas de ICMS para os municípios.

“O governo federal foi sensível e mesmo com os inúmeros entraves colocados pelos adversários, a ética e da responsabilidade com o Estado ganharam essa queda de braço”, disse Vanderlan em entrevista.

O republicano aponta indiretamente a manobra entre PSDB e PMDB para que a primeira parcela não fosse para o Tesouro Estadual e sim para o maior credor da Celg, a Eletobrás.

O PSDB atua em duas frentes para ganhar com a Celg. Em primeiro lugar, Marconi Perillo afirma ter sido o responsável por chamar a atenção da Aneel para não abrir processo de cassação de concessões este  ano.

“Depois das eleições, a Aneel vai encaminhar à Celg um pedido de reapresentação de um cronograma de reajuste econômico financeiro e administrativo da empresa”, explica.

Em seguida, o presidente do PSDB, deputado Daniel Goulart, afirmou que Goiás não receberá os R$ 750 milhões este ano e que o governador tenta segurar os prefeitos na campanha de Venderlan.

Iris Rezende (PMDB) é o que menos consegue ganhar com a “salvação da Celg”, já que Marconi e Vanderlan apontam que os problemas financeiros da estatal começaram com a privatização da Usina de Cachoeira Dourada, durante o governo de Maguito Vilela (PMDB).

Para mudar o foco dos ataques, Iris recorre à proposta de ampliação de linhas de transmissão e  construção de unidades rebaixadoras.

Iris alfineta o atual governo: “Hoje, em muitas regiões é impossível instalar um pivô central ou uma nova indústria por incapacidade da Celg em levar energia elétrica”.

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