Campo Grande discute uso de máquinas de preservativos

Audiência na Câmara de Vereadores debate amanhã projeto que proíbe instalação de equipamentos em órgãos municipais e nas escolas

Marcello Sigwalt, iG Brasília |

A instalação de máquinas de preservativos (camisinhas) em órgãos municipais e nas redes pública e privada de ensino abriu uma polêmica que está longe de terminar.

O tema será objeto de debate amanhã em audiência pública na Câmara de Vereadores de Campo Grande.

O encontro servirá para que vereadores, especialistas e sociedade civil possam debater o assunto, polêmico, mas de Saúde Pública.

O projeto (Projeto de Lei Complementar nº 276/10) que proíbe a instalação das máquinas é de autoria dos deputados dos vereadores Paulo Siufi (PMDB), Herculano Borges (PSC) e João Rocha (PSDB).

O veto dos parlamentares ao uso das máquinas tem origem na iniciativa do Ministério da Saúde (MS), que pretende oferecer preservativos aos alunos do Ensino Médio, como forma de prevenir doenças como a AIDS e outras sexualmente transmissíveis.

Na primeira fase – a partir do ano que vem – o projeto-piloto do Ministério deverá ser introduzido em três capitais: João Pessoa (PB), Florianópolis (SC) e Brasília (DF).

A iniciativa, porém, não tem caráter impositivo, mas opcional. Isto é, as escolas não estão obrigadas a aceitar o equipamento. As ‘camisinhas’ serão fornecidas mediante apresentação de senha.

Mesmo com o cuidado do governo federal em abordar o tema, ele é ainda alvo de controvérsias na sociedade brasileira.

Para o presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, vereador Paulo Siufi (PMDB), a audiência será uma oportunidade para que, mais do que o assunto em si, os pais discutam de forma mais ampla a questão da sexualidade dos adolescentes.

Também presente aos debates, o prefeito da Capital, Nelsino Trad (PMDB) elogia a iniciativa da Câmara, por entender ser uma oportunidade única de ouvir educadores, progressistas e conservadores.

Para o prefeito, atualmente “estamos diante da oportunidade de evitar gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis entre a juventude”, argumentou.

Em defesa da discussão sobre o uso de preservativos entre adolescentes, Trad mencionou declaração recente do Papa, de que sua utilização seria justificada "em certos casos", como entre prostitutas, devido ao risco de contaminação pelo vírus da Aids.

Com informações de sites de MS

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