"Camisas vermelhas" bloqueiam acesso a local de seus protestos em Bangcoc

Bangcoc, 14 mai (EFE).- Os "camisas vermelhas" elevaram nesta sexta-feira a segurança e bloquearam o acesso ao centro de seus protestos na capital da Tailândia, depois que o começo do cerco das tropas causou na noite de quinta a morte de um manifestante e deixou outros 11 feridos.

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Bangcoc, 14 mai (EFE).- Os "camisas vermelhas" elevaram nesta sexta-feira a segurança e bloquearam o acesso ao centro de seus protestos na capital da Tailândia, depois que o começo do cerco das tropas causou na noite de quinta a morte de um manifestante e deixou outros 11 feridos. Guardas armados com atiradeiras e flechas vigiavam esta manhã todo o espaço. Segundo testemunhas e fontes oficiais, não é possível entrar pela entrada principal sem permissão especial. As medidas foram resposta à notícia de que o general Khattiya Sawadispol, importante membro do grupo, levou um tiro e ficou gravemente ferido enquanto coordenava os movimentos de resistência dos manifestantes aos soldados. Havia uma ordem de busca e captura emitida há um mês contra Sawadispol, por ter participado da morte de vários soldados durante uma batalha campal entre os dois grupos em Bangcoc no último dia 10 de abril. O ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que está exilado e comanda os protestos, entrou em contato com a filha do general para saber sobre seu estado de saúde. Enquanto isso, Estados Unidos, Reino Unido e outros países fecharam suas embaixadas em Bangcoc até o fim da operação para despejo dos "camisas vermelhas". Quando anoiteceu na quinta, o Exército tailandês entrou na região ocupada pelos manifestantes para retirá-los do local, mas eles continuaram desafiando as tropas por trás de suas barreiras de bambu até que começaram os distúrbios. O Governo tinha retirado horas antes sua oferta de realizar eleições em novembro como parte do "mapa de caminho" proposto para resolver a crise suscitada pelos seguidores de Shinawatra. Desde o início dos protestos em Bangcoc, há dois meses, 30 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas em decorrência dos confrontos entre as tropas oficiais e os manifestantes que exigem a queda do Executivo. EFE csm/fm

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