Zonas leste e sul têm mais faltas de docente em SP

As regiões leste e sul da cidade de São Paulo concentram o maior número de faltas de professores da rede estadual de ensino justificadas por meio de atestado médico na capital. Isso ocorre apesar da redução de mais de 40% em todas as áreas após abril, quando o governo estadual aprovou lei que limita o número de ausências.

Agência Estado |

O total de faltas na cidade em março era de 13.776 e caiu para 7.026 em outubro, último mês registrado pela secretaria da educação. Há cerca de 53 mil professores nas escolas paulistanas.

A região chamada de leste 3 - que inclui Cidades Tiradentes, Itaquera e São Mateus - tinha o maior número de ausências em março, um mês antes da nova norma. Representava 33% do total de professores da região. Essas escolas, no entanto, tiveram a maior redução da cidade, chegando em outubro a 13,5%. Mesmo assim, foi superior aos 10,6% registrados no centro-sul da capital, que inclui bairros como Bela Vista e Vila Mariana. A região central já tinha em março os mais baixos índices de faltas, posição que manteve em outubro.

“Aqui as condições de trabalho são complicadas, a região é violenta, estamos longe do centro”, diz a diretora da Escola Estadual Ademar Antonio Prado, na zona leste 3, Vera Lúcia Gonçalves. Para a diretora-executiva da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy, os números mostram um sistema ruim de gestão. Isso porque os concursos para professores são feitos de maneira centralizada, ou seja, todos concorrem por vagas em todas regiões. Os que tiveram melhor pontuação ganham o direito de escolher escolas em regiões mais centrais. Os outros vão para a periferia.

A partir do ano que vem, no entanto, os concursos passam a ser regionais, segundo decreto da Secretaria de Estado da Educação, de maio. O professor concorrerá a vagas específicas em cada região e saberá exatamente onde vai trabalhar antes de se inscrever. Essa pode ser uma maneira de tentar amenizar as diferenças no número de faltas e também no alto índice de pedidos de transferências de uma área para outra, informou a secretaria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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