São Mateus, na zona leste de São Paulo, deverá ganhar seis parques - um deles com mais de 2,4 milhões de metros quadrados - como compensação pela construção de mais um aterro sanitário. A entrega está prevista para o segundo semestre de 2009.

Futura Press
Família no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo
Família no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo

O Aterro São João deve encerrar as atividades em abril. A maior das áreas verdes, porém, o Parque Natural, será de preservação integral e fechada ao público - a intenção é preservar o ecossistema, que tem vegetação nativa e será enriquecido com mais árvores.

A criação e a manutenção dos parques ficarão sob responsabilidade da Ecourbis - que faz a coleta de 6 mil toneladas de lixo por dia, de 6 milhões de habitantes das regiões sul e leste da capital. A desapropriação das duas áreas que vão compor o Parque Natural estará a cargo da Secretaria de Serviços.

O desativado Aterro Sapopemba será um dos parques. Fizemos toda a análise e ele não oferece nenhum risco, disse o presidente da Ecourbis, Ricardo Acar. A empresa, que tem contrato com a Prefeitura por mais 16 anos, prevê investir R$ 35 milhões nas compensações ambientais. O Morro do Cruzeiro, com 5 mil m², além de parque ganhará centro de referência ambiental. A compensação é uma das maiores na cidade, afirmou.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) definiu na terça-feira, em publicação no Diário Oficial da Cidade, as responsabilidades para a compensação pelo aterro. Entre elas está a criação, pela Ecourbis, de cinco áreas verdes na borda do Parque Natural, com 20 mil m², abertas ao público. Trata-se de um conjunto grande de obrigações ambientais, que tendem a interromper o processo de degradação daquela área, afirmou o chefe de gabinete da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Hélio Neves.

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