BRASÍLIA - A Polícia Legislativa do Senado indiciou nesta terça-feira o ex-diretor de Recursos Humanos do parlamento, João Carlos Zoghbi, pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e corrupção passiva.

Reportagem da revista Época revelou que João Carlos Zoghbi e sua esposa, Denise, teriam recebido propina na contratação de bancos para prestação de serviços de empréstimo consignado aos servidores do Senado. Segundo a matéria, para receber o dinheiro, Zoghbi usava uma empresa de fachada, a Contact, registrada no nome de sua ex-babá, uma senhora de 83 anos.

Além de João Carlos Zoghbi, seu filho Marcelo Araújo Zoghbi, e os sócios da empresa Contact, Ricardo Nishimura Carneiro e Bianka Machado Dias, também foram indiciados pela Polícia Legislativa por corrupção passiva e formação de quadrilha. Denise Zoghbi, até o momento, responde ao inquérito apenas como investigada.

De acordo com o diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, as investigações não estão finalizadas e o inquérito só deverá ser enviado à Justiça Federal no dia 28 de maio ¿ quando acaba o prazo das investigações.

Zoghbi foi exonerado da diretoria do Senado acusado de usar um apartamento funcional da Casa como residência de seus filhos. Após a denúncia sobre supostas fraudes nos contratos de empréstimo consignado ¿ realizados quando ainda estava no cargo de chefia - o presidente do Senado pediu a abertura um inquérito contra o servidor na Polícia Legislativa.


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