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Zoghbi diz que acusou Agaciel para tentar se ver livre da imprensa

BRASÍLIA - O ex-diretor de Recursos Humanos dos Senado, João Carlos Zoghbi, disse, em reunião na presidência do Senado, na tarde terça-feira, que acusou o ex-diretor-geral Agaciel Maia de ter participação em todas as empresas terceirizadas do Senado pois estava sob pressão. De acordo com ele, acuado pela reportagem da revista Época, que revelou uma empresa da babá de seu filho com contratos milionários no Legislativo, acusou o colega para se ver ¿livre¿.

Severino Motta, repórter em Brasília |

Tudo [que acusei] eram notícias que eu vi veiculadas na imprensa, como disse na revista [Época], eu não tinha provas, afirmou. Foi num momento de tensão, não faria isso lucidamente (...) Não tenho nada contra o Agaciel, estava sob pressão e queria me ver livre, completou.

Ele ainda admitiu que sua esposa, que é funcionária do Senado, ofereceu uma Mercedes para o repórter da revista Época. Sim, minha esposa fez isso. Minha esposa estava chorando sob forte pressão.

Agaciel, por sua vez, se disse injustiçado pelas acusações. Não vou fazer acusações pessoais, mas o que ele (Zoghbi) fez comigo foi sacanagem.

Segundo Agaciel, as informações que saíram na imprensa já estavam superadas. "Ele disse que eu era sócio de todas as empresas. O jornalistas devia desconfiar. Não fui, não sou, nem pretendo ser, enquanto servidor, sócio de empresa".

Os dois ex-diretores foram convidados a prestar esclarecimentos sobre as suspeitas de irregularidades que, segundo a revista, teriam sido praticado em 14 anos da dupla em cargos de direção no Senado.

Além da babá do filho de Zogbhi, uma senhora que mais de 70 anos, ter contratos milionários com empresas que operam crédito consignado no Senado, ele deixou que seu filho usasse um apartamento funcional do Legislativo.

Disse ainda que só ficou sabendo da empresa da babá pois esse mesmo filho teria lhe contado. A justificativa foi que a empresa aberta era de seu filho, e ele teria usado a babá para que o nome Zoghbi não prejudicasse sua entrada no Senado.

De acordo com a revista Época, Zoghbi teria recebido propina do Banco Cruzeiro do Sul em troca da renovação de um contrato para oferecer crédito consignado. Em entrevista à própria publicação, ele acusou Maia de participar de outras irregularidades na Casa.

Os senadores Arthur Virgilio (PSDB-AM) e Marconi Perillo, que requereram a audiência, identificam, na entrevista, graves indícios de procedimento nocivo. Percebo que um deles, Zoghbi, não tem caráter, pois jogou tudo para cima da esposa e do filho. O outro, Agaciel, é um mau caráter.

Virgílio disse estar decepcionado com a baixa presença de Senadores no evento. Da base governista, somente Tião Viana (PT-AC), compareceu. Nem o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP) nem o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), principal administrador da Casa, compareceram à reunião.

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