Zélia Duncan canta sucessos no Viradão Carioca

RIO DE JANEIRO - Zélia Duncan deixou o palco Brasil Plural, em Bangu, por volta das 23h, depois de agitar a plateia que enche a Praça da Guilherme. Com um show conciso e animado, a cantora apresentou seus principais sucessos, incluindo sua aguardada versão para Cathedral Song, Catedral. Duncan ainda teve espaço para prestar homenagens a Cazuza (Exagerado) e Bob Marley (One Love), empolgando o público presente.

Fred Leal, especial para o Último Segundo |

O palco montado na Praça da Guilherme, em Bangu, acabou se tornando o palco principal não-oficial do Viradão, competindo com a Praça XV ao apresentar nomes de peso em sua escalação. Além de Zelia Duncan e Moska, também passam por lá Milton Nascimento, Martinho da Vila e O Rappa. Destaque principal na Zona Oeste, a praça de Bangu recebe jovens e famílias em clima de festa de bairro: cheia, mas sem multidão ou empurra-empurra. No entanto, o show d'O Rappa, que encerra as atividades no palco na noite deste domingo, promete no mínimo dobrar a quantidade de público.

Fred Leal
Moska fala depois do show

Moska subiu ao palco logo depois de Zélia Duncan, com pouco menos de uma hora entre os shows. Recebido sob gritos de "lindo", começou numa pegada mais lenta, apresentando sua mistura de samba, blues e MPB. Empunhando um violão e acompanhado de banda formada por baixo, bateria e teclado, Moska traçou um breve panorama de sua carreira, sem deixar de incluir seus hits mais significativos, como "A Seta e o Alvo" - tocada ainda no comecinho do show e com direito a interlúdio incidental de "Loser", sucesso do cantor americano Beck.

Durante o show de Moska, o som do palco, apesar de suficientemente alto, estava mal equalizado, provocando algumas distorções e estalos - mas nada que chegasse a incomodar. Em canções mais lentas, como a versão para "A Idade do Céu" (originalmente do uruguaio Jorge Drexler), o problema era quase imperceptível. A estrutura geral, no entanto, era confortável, com diversas barraquinhas de alimentação, lixeiras e banheiros.

Bastante aplaudido ao fim do show, Moska ainda voltou para tocar "O Fim do Mundo" - que foi tema de novela da rede Globo - relida de forma econômica e original. Conversamos com Moska logo após o show, e o compositor disse ter achado a ideia do Viradão fantástica, e que o mais importante era o encontro de gerações, celebrando costumes e a cultura carioca. O cantor aproveitou ainda para dizer que acredita na integração da população através da necessidade de mais segurança para o Rio de Janeiro.

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