A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), voltou a citar hoje suposta tentativa de golpe contra sua gestão. O nosso governo foi eleito democraticamente, afirmou Yeda.

"Repudiamos qualquer tentativa de golpe sobre a população do Rio Grande do Sul que esteja prestes a acontecer", acrescentou, sem especificar ao que se referia. Na semana passada, Yeda havia criticado o que chamou de "uma direita golpista" e "uma esquerda pseudorrevolucionária", sem citar nomes, por "denúncias requentadas e desrespeitosas" contra sua administração.

Líderes do PSOL acusaram ex-integrantes do governo da tucana de prática de Caixa 2 na campanha eleitoral de 2006, sem exibir provas das denúncias. Yeda apresentou palestra hoje em reunião-almoço na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), que tinha o desempenho fiscal do governo como tema central. Durante a palestra, disse que não quer "guerra", pois ela "mata dos dois lados", mas confia nas instituições para enfrentá-la, "se ela vier". Na avaliação da governadora, o Estado está conhecendo um debate político que se aproveita da liberdade de imprensa para "tentar jogar culpas sobre os gestores que eles não têm".

No plano econômico, Yeda admitiu que o governo poderá ter que reduzir investimentos se o efeito da crise financeira mundial for mais intenso que o sentido até agora. No entanto, disse que só fará isso depois de aprofundar cortes nas despesas de custeio. "Temos vários instrumentos estaduais para nos contrapor ao avanço da crise", avaliou.

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