A governadora Yeda Crusius (PSDB) reuniu hoje cerca de 400 dos 496 prefeitos do Rio Grande do Sul para apresentar a eles a estrutura do Estado e um pacote de ações como ampliação de metas de construção de moradias populares e a retomada de um programa de asfaltamento de acessos a municípios suspenso desde 1997. Ela também prometeu participar da mobilização pela criação de um fundo de compensação aos municípios para equalização de perdas provocadas pela redução de repasses decorrentes da redução de impostos de setores como a indústria automotiva e a construção civil.

Apesar das semelhanças com o encontro com os prefeitos promovido pelo governo federal nos dias 10 e 11 de fevereiro, a tucana desautorizou qualquer comparação entre as duas reuniões. Em entrevista coletiva, Yeda foi questionada sobre fazer em escala estadual o mesmo que o PSDB havia condenado nacionalmente e mostrou-se irritada, acusando o jornalista que fez a pergunta de promover intrigas. "Eu não tenho barba, não me chamo Dilma (Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil), e comparar uma coisa com a outra não confere", disse.

Com base na reunião do presidente com os prefeitos, quando foi anunciado o parcelamento das dívidas dos municípios com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a construção de habitações populares, o PSDB e o DEM ajuizaram ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma de antecipar a campanha eleitoral de 2010. O Ministério Público Eleitoral considerou o pedido improcedente.

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