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Yeda lança carta de compromissos em defesa da ética

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), e os cinco partidos da base de sustentação lançaram hoje uma carta de compromissos com a sociedade gaúcha, reafirmando a defesa da ética e apresentando medidas de transparência para as contas públicas. O documento estabelece a criação de um Comitê Estadual de Controle das Finanças Públicas e de Transparência, com representantes de órgãos de controle do governo do Rio Grande do Sul, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), da Assembléia Legislativa e do Tribunal de Justiça (TJRS).

Agência Estado |

Além disso, cria um Programa de Transparência das Contas Públicas, que terá uma página na internet, uma ouvidoria e um cadastro do gestor público, no qual serão lançados nomes de administradores que deixarem ocorrer irregularidades nas áreas de atuação. O governo do Estado também vai elaborar um Código de Ética e Conduta do Servidor Público, um Manual do Gestor Público e uma Carta-Compromisso de Transparência e Responsabilidade a ser firmada pelos gestores públicos. Os projetos com as inovações que dependem de aprovação parlamentar serão enviados à Assembléia Legislativa nos próximos dias.

O texto foi escrito pelo gabinete de transição, criado em 9 de junho, no auge da crise política que abalou o governo estadual, depois da divulgação de uma conversa, gravada pelo vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM), em que o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto (PPS), supostamente, dizia que grandes partidos se financiam em órgãos públicos do governo gaúcho.

Desde então, a gestão de Yeda estava acuada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o desvio de R$ 44 milhões no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Aparentemente, a crise política, que ela comparou a um "tsunami" (onda gigante gerada por distúrbios sísmicos), perdeu força com o final da CPI, no dia 4, sem que o relatório a citasse ou aos quatro secretários que pediram demissão. Além de Busatto, saíram os ex-secretários geral de Governo Delson Martini, do Planejamento e Gestão Ariosto Cullau e do escritório de representação no Distrito Federal Marcelo Cavalcante.

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