Yeda diz que governo gaúcho vai comprar um jato

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), disse hoje que o Estado irá comprar um avião para dar maior autonomia e segurança de voo às viagens que ela realiza. Yeda lembrou que a aeronave mais recente adquirida pelo Estado foi um avião King Air, há 12 anos.

Agência Estado |

O modelo pretendido é um jato com capacidade para 16 a 20 passageiros e autonomia para voos intercontinentais, explicou o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Joel Prates Pedroso.

Além do avião King Air, com capacidade para seis passageiros, o governo conta com dois helicópteros (Bell e Esquilo), um com seis lugares e outro com quatro. "O presidente (Lula) cobrou autonomia e segurança de voo", reproduziu o chefe da Casa Militar, sobre a conversa de Yeda com Lula. Segundo Prates, o avião King Air tem autonomia para apenas quatro horas de voo.

O governo montou um grupo de trabalho para estruturar a licitação de compra do aparelho. Um modelo com a capacidade que o Estado procura pode custar entre US$ 8 milhões e US$ 22 milhões, conforme estimativa do governo, que também espera economizar em locação de aeronaves. Em agosto, uma aeronave de táxi aéreo usada por Yeda fez pouso técnico em Uberlândia após constatar aquecimento anormal da cabine.

Em resposta a Lula, Yeda afirmou que o governo gaúcho está adotando medidas para atenuar os efeitos da crise financeira. Os dois se encontraram esta semana na abertura da 36ª Couromoda, em São Paulo, quando Lula disse que o compromisso com o crescimento econômico é também de governadores e prefeitos. Na esfera estadual, ela citou ações como a continuidade do ajuste fiscal, que irá liberar mais recursos para investimentos, e a manutenção de linhas de crédito dos bancos públicos, entre outras medidas.

Imóvel

A governadora também abordou a decisão do Tribunal de Contas do Estado de arquivar denúncia sobre a compra de uma casa que realizou em dezembro de 2006, antes de assumir o cargo. O TCE considerou que não pode julgar o caso, pois ele não se enquadra na Lei 12.980, editada em 6 de junho do ano passado - que trata das declarações de bens, controle de variação patrimonial e sinais de enriquecimento ilícito de agente público no exercício do cargo -, já que Yeda não era governadora à época.

O Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas recebeu denúncias do PSOL, PV e PT sobre a aquisição do imóvel, que questionavam a origem dos recursos usados no pagamento. Yeda considerou que houve um processo "de assassinato de caráter" nas denúncias e comemorou a decisão do TCE. "O Rio Grande do Sul se sente aliviado", afirmou. Antes do TCE, o Ministério Público do Estado também já havia arquivado investigação semelhante.

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