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Yeda critica ato de lançar dúvidas sobre autoridades

A governadora Yeda Crusius (PSDB) disse hoje que está se praticando semana a semana no seu Estado o crime de lançar dúvidas sobre figuras públicas, uma questão que não honra a política do Rio Grande do Sul. Ela também afirmou que seu governo não saiu desgastado da denúncia de que agentes públicos faziam grampos ilegais, já que a Justiça confirmou ontem que as gravações foram feitas com autorização e a pedido do Ministério Público Eleitoral.

Agência Estado |

"Quem ficou desgastado foi quem apresentou denúncia e não apresentou provas. Quem sai desgastado é quem mente, quem manobra politicamente. Quem sai desgastado é quem deprecia o povo gaúcho."

A governadora informou que tem confiança na Justiça para descobrir como "provas legais" foram parar nas mãos de pessoas erradas. "Compete ao sistema judiciário averiguar como isso aconteceu, (como tentaram) colocar eventos legais, como se fossem ilegais. A situação ficou muito feia para todas as partes envolvidas", disse ela, na abertura do seminário Estado - Sociedade - Política: 40 Anos de Desenvolvimento Político e Cooperação Internacional do Brasil, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

Na semana passada, o ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Adão Paiani entregou um CD com interceptação de seis conversas telefônicas à seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As conversas foram entre o chefe de Gabinete de Yeda, Ricardo Lied, e seu primo, o ex-vereador de Lajeado Márcio Klaus. No diálogo, eles falam da transferência de um comandante da Brigada Militar (BM, a Polícia Militar gaúcha). Ontem, a Justiça informou à OAB que havia autorizado as gravações em setembro do ano passado, durante investigação da campanha de Klaus, que foi cassado este ano por crime eleitoral.

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