Yeda afirma que governo do RS combate a corrupção

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), disse que hoje que o governo do Estado combate a corrupção e não apenas reconhece a crise, como a enfrenta. A manifestação foi feita ao fim da cerimônia de posse da nova secretária-geral de Governo, Mercedes Rodrigues, e do novo chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, e pouco antes de a bancada do PT pedir o indiciamento dela à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Agência Estado |

"O que está acontecendo com o Detran e autarquias é porque eles têm de mostrar de que maneira trabalham com o dinheiro público", avaliou Yeda. "Quando foi feita a Operação Rodin (na qual a Polícia Federal revelou a fraude de R$ 44 milhões no Detran), não foi possível mostrar isso porque o governo só tinha 11 meses e o balanço só se forma com um ano de governo."

A própria cerimônia foi decorrente da crise do governo do Rio Grande do Sul. Os secretários anteriores, Delson Martini (geral de Governo) e Cézar Busatto (Casa Civil) pediram demissão depois de terem os nomes citados em gravações feitas pela PF e pelo vice-governador Paulo Feijó (DEM) ouvidas pela CPI. Um dos diálogos citava Martini como alguém que poderia ajudar envolvidos na fraude a resolver um impasse. No outro, Busatto teria dito a Feijó que partidos se financiam de órgãos públicos gaúchos.

Para enfrentar a crise, a governadora do Rio Grande do Sul nomeou um gabinete de transição, com representantes do PSDB, PP, PMDB, PTB e PPS. O grupo negocia a formação de um novo secretariado e a elaboração de uma carta-compromisso, com preceitos éticos a serem seguidos por todos os aliados, que também deverão oferecer maior fidelidade nas votações na Assembléia Legislativa.

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