Woody Allen, Martin Scorsese e David Lynch se unem a apoio a Polanski

PARIS ¿ Os cineastas americanos Woody Allen, Martin Scorsese e David Lynch se uniram hoje a seus colegas Walter Salles e Pedro Almodóvar, entre outros, ao assinarem uma lista em defesa do diretor Roman Polanski, detido no sábado na Suíça.

EFE |

A lista já tem mais de 100 assinaturas de diretores de todo o mundo, a maioria famosos internacionalmente, além de técnicos, atores e personalidades do cinema, indignados pelo ocorrido.

Acusado de ter mantido relações sexuais com uma menor há 30 anos, Polanski, de 76 anos, foi detido ao aterrissar em Zurique no sábado, onde ia a receber um prêmio em um festival internacional de cinema.

Os signatários do pedido, que pode ser acessado no site da Sociedade de Autores e Compositores Dramáticos (SACD), se declaram "preocupados" e "estupefatos" pela detenção de seu colega franco-polonês, consequência de uma ordem americana emitida em 1978.

É "inadmissível que uma manifestação cultural internacional, que presta homenagem a um dos maiores cineastas contemporâneos, possa ser transformada em uma armadilha policial", ressaltaram.

Polanski é dono de um chalé na estação alpina de Gstaad, no cantão suíço de Berna, onde costuma passar três ou quatro semanas por ano, e nunca teve problema algum antes, segundo destacou ontem seu advogado francês, Hervé Temime.

O advogado recorreu hoje da detenção, ordenada pelo departamento suíço de Justiça para sua posterior extradição aos EUA, e solicitou a libertação de seu cliente através do pagamento de uma fiança ao Tribunal Penal Federal da cidade suíça de Bellinzone (Berna).

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