WEG conta com o BNDES para exportar e investir

Além de pleitear uma linha no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investir em suas filiais no México e na Índia, a fabricante de motores e equipamentos elétricos WEG planeja buscar recursos no programa BNDES Exim pré-embarque, cujas taxas foram reduzidas recentemente de uma faixa de 9% a 11% ao ano para 4,5% ao ano. A informação é do diretor-administrativo e de Relações com Investidores, Alidor Lueders.

Agência Estado |

Em entrevista à Agência Estado, o executivo disse que a contratação de financiamento via BNDES Exim visa aumentar o capital de giro para elevar a produção, os estoques e, com isso, sustentar as exportações. A WEG tem interesse em contratar o limite máximo desta linha, de R$ 300 milhões por grupo econômico. Conforme o banco divulgou recentemente, a atual taxa de 4,5% - que vigora até o fim do ano - já inclui a remuneração do BNDES e do agente financeiro. O prazo de vencimento do empréstimo é de até 36 meses.

A WEG também aguarda resposta a uma carta consulta enviada para o BNDES sobre um financiamento vinculado ao dólar. Em maio, o presidente da WEG, Harry Schmelzer Junior, disse à Agência Estado que estes recursos, se liberados, serão destinados às filiais no México e na Índia.

Ainda não se sabe qual o volume de recursos será contratado para esta finalidade, pois a empresa também aportará capital próprio. Segundo Lueders, a fábrica de motores na Índia já está sendo implantada e demandará investimento total estimado em US$ 50 milhões. Esta unidade deve iniciar suas operações em meados de 2010, informou o diretor.

No México, o empreendimento para a fabricação de transformadores e geradores deve consumir em torno de US$ 30 milhões. A expectativa é de que esta fábrica fique pronta até o fim deste ano. Além do BNDES, a empresa também pode recorrer a outras fontes de financiamento, como o International Finance Corporation (IFC), vinculado ao Banco Mundial.

Expectativa "fora de alcance"

No balanço financeiro divulgado hoje, Lueders comentou que as expectativas de crescimento da receita em 2009, originalmente de 15% a 18% sobre 2008, "parecem fora de alcance neste momento". De acordo com ele, não existe previsão de a WEG divulgar uma nova estimativa, pois a situação macroeconômica mundial deixou a empresa "sem parâmetros de avaliação". Ele destacou que a queda na demanda por produtos, especialmente bens de capital de uso industrial, e a retração dos mercados externo e interno, dificulta as companhias de fazerem suas projeções.

Uma das estratégias que a empresa adotou para contornar a crise é diversificar mercados, produtos e clientes. "Cada vez mais temos procurando expandir para a Ásia, que é um mercado de futuro importante. Estamos investindo, por isso, em uma planta na Índia e temos expandido continuadamente nossa atuação na China, onde temos fábrica", afirmou Lueders.

Investimentos

Por causa da crise, o investimento de R$ 375 milhões previsto para 2009 deve ficar 20% menor. "Os projetos permanecem os mesmos, mas a velocidade de implantação é que ficou mais lenta", explicou. Como exemplo, ele citou a fábrica da Índia, que deveria começar a funcionar entre novembro e dezembro deste ano, mas que teve o início de suas operações adiado para meados de 2010.

O investimento da WEG em ativo permanente (Capex) no primeiro semestre caiu 21,75% ante período correspondente de 2008, para R$ 155,4 milhões. Cerca de 77% dos aportes foram destinados aos parques fabris no Brasil. O restante foi endereçado às unidades produtivas e subsidiárias no exterior.

Resultados

A WEG registrou lucro líquido de R$ 129,760 milhões no segundo trimestre de 2009, uma queda de 23,7% sobre os R$ 169,855 milhões de igual período de 2008. A receita líquida foi de R$ 1,029 bilhão, com queda de 6%, e o lucro bruto somou R$ 294,175 milhões, com recuo de 25%. A empresa registrou Ebitda de R$ 172,925 milhões, com queda de 31,8%. A margem Ebitda passou de 23,2% para 16,8%.

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