Walmor Chagas é homenageado hoje no Festival de Gramado

GRAMADO ¿ O Troféu Oscarito, a maior deferência concedida, todo ano, pelo Festival de Cinema de Gramado, irá esta noite para as mãos de Walmor Chagas. ¿Quando imaginei ser ator, queria fazer cinema. Mas não havia essa possibilidade em Porto Alegre, e acho que nem em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Então fui fazer teatro¿, disse ele.

Fabio Prikladnicki |

Fazendo um balanço de sua filmografia, ele revelou uma curiosidade que liga o primeiro título em que atuou, São Paulo S/A (1965), de Luís Sérgio Person, ao mais recente, Valsa para Bruno Stein (2007), de Paulo Nascimento. Só nesses dois eu fui protagonista, disse, bem-humorado. Na maior parte dos filmes, eu estou de azeitona. A azeitona na empada dos outros.

Ele comentou a dificuldade dos atores brasileiros em desenvolver um trabalho continuado que possibilite apreender melhor a técnica cinematográfica. Existe uma dificuldade artística nos filmes que estamos fazendo porque o ator brasileiro está destreinado, afirmou.

Com trajetória sólida também nos palcos, Walmor lamentou a perda do caráter político do teatro. Quando a gente vai fazer clássicos é porque não há os modernos. Eu quero peças que falem das nossas coisas, mas elas só falam das nossas superficialidades. Isso vem desde o momento em que começaram a dizer que teatro político é palavrão.

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