Votação de emendas termina sem sobressaltos no Congresso do PT

Os delegados que participam do 4° Congresso Nacional do PT, em Brasília, votaram nesta tarde as emendas às Diretrizes do Programa de Governo de 2010 da legenda. A maioria das sugestões propostas pelos militantes foi aprovada por unanimidade.

Priscila Borges, iG Brasília |

A primeira é a inclusão de uma proposta da Secretaria de Combate ao Racismo, para incluir nas diretrizes o compromisso de continuação das políticas afirmativas e de regularização das terras quilombolas. A emenda pede a ampliação das políticas de promoção da igualdade racial, incluindo programas específicos a quilombolas ciganos e indígenas.

Além disso foram aprovadas emendas que fortalecem políticas específicas para mulheres e para a juventude. Os delegados querem que o próximo governo se comprometa a promover a saúde da mulher, ampliando os direitos sexuais e reprodutivos.

A juventude do PT quer que a reforma do ensino médio se torne uma das metas do governo, assim como ações de combate à entrada precoce dos jovens no mercado de trabalho. A nova emenda também inclui a criação de uma rede nacional de juventude, com representações em todos os estados, para garantir políticas estaduais para os jovens.

Pequenas inclusões de propostas nas áreas de meio ambiente e de desenvolvimento social também foram aprovadas, assim como emendas sobre a reforma agrária. Os delegados que se dedicaram a discutir políticas para a área querem que o próximo governo tenha mais controle sobre a quantidade de terra concedida a estrangeiros e que fiscalize a produtividade de grandes propriedades.

Rejeição

Apenas três emendas foram rejeitadas, todas por unanimidade, por causa da troca de expressões ou palavras. A emenda que pedia a retirada das tropas brasileiras do Haiti também foi rejeitada. Marco Aurélio Garcia fez uma defesa dizendo que quem pedia a retirada das tropas não conhecia a realidade do Haiti. "As tropas brasileiras não trabalham pela manutenção da ordem, mas sim pela reconstrução do país. É um trabalho que o Brasil nunca prestou a outro país".

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