Votação da Reforma Eleitoral na Comissão de Constituição e Justiça é adiada mais uma vez

BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Constituição e Justiça no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), adiou a votação da reforma eleitoral para a próxima terça-feira, às 9h, após pedido de vista dos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS).

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Os senadores pediram mais tempo para avaliar a proposta, uma vez que as cópias do texto só chegaram na manhã desta quarta-feira para a análise dos senadores. "Não tivemos qualquer negociação entre os relatores e os partidos. E os relatores sendo da oposição deveriam ter buscado o diálogo. Não houve construção de diálogo para chegarmos a um entendimento. Todos os partidos têm interesse na proposta. Isso não pode ocorrer de forma alguma", afirmou Mercadante.

Antes da sessão ser adiada, os senadores haviam decidido manter no substitutivo do projeto a autorização do uso da internet em campanhas políticas. Além disso, havia sido liberada a propaganda paga em meio virtual. Esse último ponto foi vetado no texto pelos deputados federais. Com isso, se aprovada no Senado, a matéria volta para apreciação na Câmara.

O novo texto da reforma eleitoral inova ao possibilitar o uso da internet para propaganda e captação de recursos de campanha, por meio de cartão de crédito. O uso de blogs e redes de relacionamento, como o Orkut e o Twitter, também serão discutidos.

O senador tucano Eduardo Azeredo (MG) destaca que alguns aspectos devem ser considerados com a inclusão da internet nas campanhas eleitorais. O primeiro deles é a definição de propaganda paga e onde pode ser veiculada. Se comparada ao que se faz no rádio e na televisão, a propaganda fica restrita ao horário eleitoral gratuito.

Ainda nesse tema, outro ponto é a diferença entre o alcance das informações na internet dos demais veículos eletrônicos. Segundo Azeredo, a internet está presente em menos de 20% dos lares brasileiros, enquanto a abrangência do rádio e televisão engloba mais de 90% das residências do País. O perfil do eleitor que acessa a internet tem mostrado uma vertente menos tolerante e mais crítica, inclusive pela possibilidade de interação com os políticos.

Os senadores poderão encaminhar novas emendas até a próxima terça-feira. Para vigorar já nas eleições de 2010, a nova lei eleitoral precisa ser aprovada pelo Congresso até 30 de setembro.

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