Por volta das 16 horas, dos 548 voos programados, 23 (4,2%) foram cancelados pela companhia, e outros 37 (6,8%) estavam cancelados

As operações da TAM apresentam tranqüilidade na manhã desta terça-feira, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). De um total de 548 voos programados entre 0h e 16h, 23 (4,2%) foram cancelados pela companhia, e outros 37 (6,8%) estavam cancelados.

O movimento voltou a normalidade um dia após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspender a venda de bilhetes da companhia aérea TAM para todas as rotas domésticas com decolagem prevista até a próxima sexta-feira, devido ao número excessivo de cancelamentos e atrasos registrados nos últimos dias.

Os problemas da companhia tiveram início durante o final de semana. Às 22 horas do domingo, 156 dos 745 voos (20,9 %) programados pela companhia partiram com atrasos superiores a 30 minutos. Outros 99 (13%) foram cancelados. Na segunda-feira, às 22 horas, dos 804 voos programados da companhia, 133 (16, 5%) haviam sido cancelados e 127 (15,8%) estavam atrasados. Em um dia normal, a média de atrasos fica em 10%. Os cancelamentos não ultrapassam 5%.

Justificativa

Em nota divulgada ontem, a TAM atribuiu os transtornos às chuvas que atingiram a Região Sudeste entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, "o que prejudicou a malha aérea e a escala da tripulação". Segundo a empresa, o fechamento do Aeroporto Salgado Filho (Porto Alegre), na manhã de domingo, também teria prejudicado as operações.

Fontes do setor, no entanto, afirmam que os transtornos foram causados pela recusa de tripulantes em assumir voos. Na quinta-feira, a TAM teria distribuído a funcionários escalas para o restante de novembro que suprimiriam folgas. Na tentativa de contornar a situação, a empresa teria decidido atrasar ou cancelar voos de "baixa densidade" - em que a taxa de ocupação dos aviões é pequena. "A prioridade da companhia é operar em total segurança e com respeito à Lei do Aeronauta, com seus limites de jornada, horas mensais e folgas", explica a companhia em nota.

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