Voo 447: piloto automático estava desligado, diz francês

Sinais enviados pelo Airbus A330, que desapareceu quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, mostram que o piloto automático estava desligado, de acordo com o diretor do escritório francês de investigação e análise, Paul-Louis Arslanian. Segundo ele, não está claro se o piloto automático foi desligado pelos pilotos ou parou de funcionar por causa das leituras divergentes sobre a velocidade do avião.

Agência Estado |

A Airbus, fabricante da aeronave, afirma que as investigações descobriram que o voo AF 447 recebia leituras inconsistentes de diferentes instrumentos, enquanto enfrentava uma intensa tempestade. O chefe da investigação francesa sobre o desaparecimento do Airbus, Alain Bouillard, afirmou que "nós temos mensagens que mostram que o piloto automático não estava funcionando."

Arslanian declarou que investigadores estão analisando 24 mensagens enviadas automaticamente pelo avião durante os últimos minutos do voo e disse ainda que os investigadores vasculham uma região de centenas de milhas em busca dos destroços.
Segundo ele, é vital localizar um sinalizador chamado "pinger", que deveria estar atado à caixa-preta que grava as vozes na cabine de comando e dados dos instrumentos de navegação do voo, e que pode estar submerso nas profundidades das águas do Atlântico. Esse aparelho é capaz de transmitir sinais de orientação ao atingir a água. "Nós não temos certeza de que o pinger estava atado aos gravadores", afirmou Arslanian, que segurava um aparelho semelhante na palma de sua mão. "É por este aparelho que nós estamos procurando", afirmou.

Investigadores estão tentando determinar a localização de possíveis destroços no oceano com base na altura e velocidade do avião no momento da última mensagem recebida. Mas as correntes também podem ter espalhado os destroços para áreas muito distantes do fundo do oceano. "Vejam a complexidade do problema", disse.

Laurent Kerleguer, um engenheiro especializado em fundo do mar que está trabalhando com a equipe de investigação, declarou que a região mais provável para localização dos destroços é entre uma profundidade de 15.112 pés (4.606 metros) até 2.835 pés (864 metros) abaixo do nível do mar. De acordo com Kerleguer, a salinidade da água e as temperaturas podem afetar a velocidade do percurso do sinal.

A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris. De acordo com a companhia e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 58 brasileiros embarcaram na aeronave. O último contato do Airbus ocorreu às 23h14 de domingo. As informações são da Associated Press .

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