Voo 447: parentes e moradores do Rio criticam memorial

Em meio a críticas de parentes de vítimas do voo 447 e de moradores do Leblon, no Rio de Janeiro, a Air France inaugura neste sábado, no Mirante Sétimo Céu, um monumento em memória aos 228 mortos na queda do Airbus A330, em 31 de maio. Para as famílias brasileiras, a companhia aérea está criando cortina de fumaça para encobrir problemas - há queixas sobre a demora no pagamento do seguro e informações desencontradas relativas aos documentos e bagagens dos mortos.

Agência Estado |

Elas questionam o tratamento diferenciado que a companhia aérea estaria dispensando às famílias francesas.

AFP
Pai de vítima do acidente segura a foto do filho, no Rio


A Associação de Familiares das Vítimas do Voo 447 divulgou nota de repúdio ao monumento e promete fazer protesto durante a cerimônia. "Não queremos homenagem. Queremos respeito. Há famílias cujos provedores morreram e até agora não receberam o seguro de 17 mil", afirmou o presidente da associação, Nelson Marinho, pai do mecânico Nelson Marinho Filho, um dos passageiros.

O monumento também desagradou aos moradores do Leblon, surpreendidos com a obra. "Não fomos consultados se queríamos um monumento ali. A gente quer o mirante como ele é", afirmou a presidente da associação de moradores, Evelyn Rosenzweig. Ela recebeu documento da prefeitura informando que a Air France havia "adotado" o mirante e dizendo que a homenagem é um "evento privado". "Evento particular não pode ser em área pública."

A Air France informou que não se pronunciaria sobre as críticas. Em nota, informou que a cerimônia atende a pedido de "75% dos familiares contatados", mas não especificou quantos foram procurados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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