Voo 447: OAB investiga advogados por assédio a famílias

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), informou hoje que vai instaurar processos disciplinares para apurar a conduta dos advogados que estejam assediando parentes das vítimas do voo 447 da Air France. A entidade recebeu denúncia de que há diversos advogados brasileiros e estrangeiros que tentam convencer as famílias a entrar com processos indenizatórios em decorrência do acidente.

Agência Estado |

"Recebemos a lamentável denúncia e já pedimos aos familiares para que identifiquem os profissionais que estariam cometendo essa conduta ética reprovável", disse o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous. Damous comunicou hoje o Pleno do Conselho Federal da entidade sobre o fato. "Essa é uma prática que merece o nosso mais veemente repúdio", afirmou o presidente da OAB fluminense. Na semana passada, a entidade recebeu denúncia da Air France, assinada pela diretora-geral da companhia no Brasil, Isabelle Birem, de que diversos familiares estavam recebendo ofertas de "serviços advocatícios".

Hoje a Air France começou a transferir os familiares das vítimas do voo 447 do hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, para outro hotel da mesma rede, o Windsor Guanabara. A transferência foi necessária porque o Windsor já tinha feito reservas para um grande evento esta semana. Segundo a assessoria de imprensa da companhia aérea, os familiares vão contar com a mesma estrutura de apoio composta por voluntários, médicos e psicólogos.

Ainda segundo a assessoria, também serão transferidos os integrantes da Marinha e da Aeronáutica que estão hospedados no mesmo hotel para dar informações aos familiares. Sobre as investigações, a empresa informou que não pode dar informações por uma imposição da legislação francesa.

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