Voo 447: mancha de óleo descarta explosão, diz Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje, durante entrevista coletiva, que a existência de uma mancha de óleo com extensão de 20 quilômetros descarta a hipótese de explosão do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico na noite de domingo, com 228 pessoas a bordo. Jobim informou que foram localizadas duas trilhas de destroços na região próxima (cerca de 230 quilômetros) dos arquipélagos de São Pedro e São Paulo, que distam cerca de 760 quilômetros da ilha de Fernando de Noronha.

Agência Estado |

Segundo ele, a Marinha demarcou um raio de 200 quilômetros a partir destas duas trilhas para a operação de busca. "Não há mais dúvida de que a situação de queda se deu nesse local."

O ministro deixou claro que não há prazo para término das buscas. A decisão de encerrar os trabalhos, disse, será tomada de forma técnica pelas equipes de busca e não pelo Ministério da Defesa. Ele reafirmou que a competência pela investigação e pela localização da caixa-preta é do governo francês. Isto porque, explicou, o avião é registrado por uma empresa da França. Segundo os acordos internacionais, a responsabilidade pela apuração de acidentes é do governo correspondente à nacionalidade da companhia. "Por isso, os destroços recolhidos por nós serão repassados, no momento apropriado, aos investigadores franceses."

Jobim praticamente descartou a possibilidade de sobreviventes. Inicialmente, ele afirmou: "Estamos empenhados em buscar sobreviventes". Em seguida, corrigiu: "Ou melhor, restos". Indagado se descartava a possibilidade de sobreviventes, respondeu: "A minha opinião é irrelevante. Temos de esperar os resultados das buscas", disse. "Mas temos de considerar que estamos trabalhando numa região costeira a Pernambuco. E vocês sabem o que isso significa." Jobim se referiu ao fato de haver na região grande concentração de tubarões.

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