voo 447: FAB não tem previsão para fim de identificação

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, há pouco, por meio de nota, que os trabalhos de identificação dos corpos resgatados do voo 447, da Air France, continuam em andamento e ainda não há previsão de término para as atividades periciais. Para assegurar a veracidade dos resultados e encontrar elementos que auxiliem na descoberta das causas do acidente, a FAB explicou que é necessário respeitar todas as etapas de procedimentos como perinecroscopia, radiologia, datiloscopia, exame odonto-legal e necropsia para cada um dos corpos encontrados.

Agência Estado |

Além disso, para auxiliar os trabalhos de identificação foram solicitados os prontuários de identificação civil das vítimas às Secretarias de Segurança Pública dos respectivos estados.

Hoje, em reunião com familiares de duas vítimas do acidente aéreo, o secretário-executivo da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, Cláudio Lima, o superintendente regional da PF, Paulo de Tarso Teixeira, e o gerente-geral de Polícia Científica, Francisco Sarmento, explicaram os motivos técnicos que impossibilitam os familiares de fazer a identificação dos corpos, assim como dos pertences colhidos.

De acordo com eles, o estado em que se encontram os corpos "não garante que uma eventual indicação positiva por parte dos familiares seja conclusiva". Além disso, o reconhecimento visual dos corpos, isoladamente, não tem valor legal: é necessário também encontrar provas técnicas.

A tentativa de identificar pertences e roupas das vítimas também não é possível, uma vez que duas ou mais pessoas poderiam estar com trajes semelhantes. Tais pertences, conforme nota da FAB, precisam ser lacrados e catalogados por peritos, como mandam as regras internacionais.

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