Volume de peixes retirados da Lagoa já ultrapassa 52 toneladas

A quantidade de peixes mortos retirados da Lagoa Rodrigo de Freitas já passa de 52 toneladas, segundo informou hoje a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). O volume foi recolhido de 7h de sexta-feira até as 18h deste sábado. Ainda há muitos peixes mortos e o mau cheiro invade as residências numa das áreas mais nobres da cidade, mas há sinais de que a mortandade está diminuindo, segundo a empresa da Prefeitura.

iG Rio de Janeiro |

Jackson Bezerra
Trecho da Epitácio Pessoa, em frente à fonte da saudade

De acordo com a Comlurb, o volume de peixes recolhidos durante o dia de hoje já é menor que a quantidade retirada ao longo de toda a noite de ontem, o que sinaliza, segundo a empresa, que o fênomeno pode estar terminando.

Os garis vão continuar o trabalho de retirada à noite e durante a madrugada. Durante o dia, doze garis estavam embarcados num catamarã e num barco enquanto outros 90 se encontravam no entorno. A ação conta ainda com dois caminhões, duas caixas de entulho, além de outro catamarã, da EBX, do empresário Eike Batista.

Jackson Bezerra


Várias espécies de peixes, entre savelhas, corvinas, tilápias, baranas, bagres e robalos foram encontradas mortas na Lagoa.

"A Comlurb vai ficar mobilizada 24 horas por dia até que o serviço seja concluído", afirma o Secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos Carlos Osório. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, a proliferação de algas no final da semana causou a morte dos peixes.

Jackson Bezerra
Garis trabalham desde a manhã de sexta na Lagoa

A mudança brusca de temperatura, com a chegada de uma frente fria que espantou o calor de 40 graus, pode ter propiciado a proliferação de uma espécie incomum de alga no local, ainda não identificada. Esta é a explicação da secretária estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos. 

Jackson Bezerra
Proliferação de algas provocou a morte das espécies

A secretária descarta que o fenômeno esteja relacionado com a abertura da comporta do Jardim de Alah, na quinta-feira passada. Segundo ela, se tivesse havido entrada de esgoto, o nível de oxigênio estaria alterado, o que não aconteceu. "Se tivesse havido entrada de esgoto, o nível de oxigênio teria caído", argumentou.

Historicamente a Lagoa Rodrigo de Freitas enfrenta mortandade de peixes.

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