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Volume de chuva de sábado foi maior do que em todo mês de março de 2009 no Rio

A forte chuva que caiu na noite de sábado na cidade do Rio deixou 4 pessoas mortas, 5 famílias desabrigadas e 35 desalojadas. Em Niterói, outras duas pessoas morreram, http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/07/chuva+deixa+mortos+no+rio+de+janeiro+9419950.html target=_blankelevando para 6 o número de mortos em todo o Estado. A Defesa Civil municipal atendeu 108 ocorrências no sábado e 61 no domingo.

iG Rio de Janeiro |

Segundo Carlos Roberto Osório, secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, o temporal foi um incidente pluviométrico totalmente atípico que superou a capacidade de drenagem da cidade. Foi uma situação extraordinária e fora de qualquer padrão de normalidade. Choveu em cinco horas mais do que em todo o mês de março de 2009. E ainda coincidiu com o período de maré alta, disse ele durante uma coletiva na tarde deste domingo sobre os transtornos causados pelo temporal de sábado.

J.P. Engelbrecht
O cel. Sergio Simões, da Defesa Civil, exibe os procedimentos em caso de emergência

A estação de medição no Jardim Botânico registrou a maior chuva no local em um período de uma hora nos últimos 16 anos. Mas o bairro onde choveu mais foi no Riocentro, com 126,8 milímetros. A média de índice pluviométrico na cidade foi de 100 milímetros entre 17h e 22h.

Estado de atenção e não de alerta

No início da noite de ontem, contudo, quando começou a chover, o sistema Alerta Rio da Prefeitura colocava a cidade em estado de atenção (possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas) em vez de estado de alerta (Chuva forte nas próximas horas podendo causar alagamentos e deslizamentos isolados).

Osório salientou que, na semana passada, quando começou a Operação Águas de Março, foram desobstruídos três quilômetros de galerias de águas pluviais e 1.400 bueiros foram desentupidos. Mas não foi o suficiente. "Nenhuma cidade do mundo aguenta a quantidade de chuva que tivemos ontem sem danos ou transtornos", afirmou.

Ele pediu, entretanto, que os moradores da cidade colaborem mais com a preservação da cidade e evitem sujar as ruas. Aquele lixo que é colocado nas ruas não some. Ele vai parar em algum lugar, vai entupir um bueiro, disse.

Reação das autoridades

Para tentar minorar os transtornos causados pela chuva, a Prefeitura do Rio acionou emergencialmente, logo após o início das chuvas, 871 pessoas, entre funcionários da CET-Rio, da Guarda Municipal, da Comlurb, da Defesa Civil, das secretarias de Assistência Social e de Conservação, da Geo-Rio e da Rio Águas. No início do domingo, apenas duas vias continuavam com problemas.

Parte do telhado de um shopping de decoração na Avenida das Américas, na Barra das Tijucas, também desabou. Mas ninguém ficou ferido. Outros deslizamentos ocorreram na favela Novo Mundo, em Laranjeiras, na zona sul; e na rua Almirante Alexandrino, em Santa Teresa, na região central, que teve as redes elétrica e telefônica atingidas.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, coronel Sergio Simões, as áreas atingidas ficavam em encostas e não obedeciam às normas técnicas de construção. As vítimas fatais e as famílias desalojadas se concentravam em dois locais na cidade, Anchieta, na zona norte, e Rio Comprido, no centro. O maior número de pessoas afetadas foram aquelas que ficaram presas no trânsito, afirmou Simões.

Alexandre Pinto, subsecretário de Obras, presente a coletiva organizada pela Prefeitura para fazer o balanço da chuva, informou que, desde o início da atual administração, há 1 ano e três meses, foram investidos R$ 100 milhões em obras estruturais. Além dele, do coordenador da Defesa Civil e do secretário de Conservação, também participaram da reunião os secretários Jorge Bittar (Habitação) e Fernando William (Assistência Social).

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