Viúva de Pavarotti promove exposição sobre o tenor em Roma

Roma, 16 out (EFE) - Um ano após a morte de Luciano Pavarotti, uma exposição promovida pela viúva do astro, Nicoletta Mantovani, revela sua faceta como homem e como tenor graças a recordações, fotos, roupas e objetos preferidos. Com o título Pavarotti, o homem que emocionou o mundo, foi inaugurada hoje no Museu do Vittoriano, em Roma, uma exposição que percorre de forma original os 40 anos de trajetória do tenor e permite ter acesso a alguns momentos de sua vida cotidiana. Sentada no piano pessoal de Pavarotti, um dos objetos mais importantes da exposição, Nicoletta explicou à Agência Efe a grande emoção e os sentimentos confusos que viveu hoje ao entrar no museu. Ao chegar aqui, senti por um lado uma grande melancolia diante do grande vazio deixado por Luciano, e por outro revivi a emoção de milhares de momentos passados juntos. São emoções muito fortes, explicou a viúva.

EFE |

Em cima do piano, colocado no centro da sala, assim como estava disposto na residência do casal em Modena, destacam-se as fotografias mais familiares de Pavarotti: Luciano com os pais, Luciano com as duas filhas do casamento anterior, e Luciano com a pequena Alice, de cinco anos, fruto de sua relação com Nicoletta.

A exposição é dividida em duas salas. Uma, a mais íntima, é dedicada à sua faceta pessoal e às suas paixões, decorada com dezenas de quadros coloridos que o tenor pintava nas horas livres e com seus objetos pessoais.

Já na outra sala, a mais espetacular, é exibido o legado do tenor, sua arte e sua voz. Telas gigantes exibem os concertos beneficentes "Pavarotti & Amigos", enquanto aparecem as roupas com as quais conquistou os teatros da ópera do mundo e os prêmios recebidos durante sua carreira.

"Tínhamos vontade de mostrar estes aspectos de Luciano por todo o mundo", disse Nicoletta, que anunciou que a exposição viajará nos próximos cinco anos a vários países.

Entre todos os objetos, a viúva destacou as agendas de Pavarotti, uma das peças mais íntimas desta mostra, pois nelas o tenor fazia dezenas de anotações sobre seus concertos, "e se qualificava com uma nota", mas também escrevia suas receitas culinárias ou suas recordações. EFE ccg/db

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