Viúva do juiz Antonio José Machado Dias, a juíza Cristina Escher considerou justa a sentença a 29 anos de prisão para Júlio César Guedes de Morais, o Julinho Carambola, um dos mandantes do crime cometido em março de 2003. Carambola também é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como o número 2 na hierarquia do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Logo que foi anunciada a sentença no Fórum da Barra Funda, em São Paulo, a juíza telefonou para seu pai em Presidente Prudente, o empresário Geraldo Ascher. "Ela acha que foi feita justiça. A Justiça teve provas concretas de que eles (Julinho Carambola e Marcola) foram os mandantes do crime", afirmou.

O trabalho da polícia foi fundamental para o Ministério Público pedir a condenação dos dois, ressaltou o pai da juíza. "Os levantamentos apresentados pelos delegados foram importantes para a promotoria que, com base nesse trabalho, teve condições de pedir a condenação", explicou.

A condenação deixou a família satisfeita. "A família ficou satisfeita pois foi aplicada a pena máxima. Não há pena maior", observou Ascher. "A condenação não traz ele de volta, mas todos os envolvidos no assassinato estão pagando na Justiça", completou.

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