Katia Rosa Camargo, viúva de Luiz Carlos Barbon Filho, que atuava na imprensa de Porto Ferreira, na região de Ribeirão Preto, está com medo, se sente perseguida e quer “sumir” da cidade onde nasceu. Desde a morte do companheiro, em maio de 2007, crime ocorrido num bar, ela não se sente segura.

Quatro policiais militares e um comerciante são acusados do crime e ela enviou uma carta à Anistia Internacional, que pediu proteção ao ministro da Justiça, Tarso Genro.

Sem emprego há um mês, Katia sente-se insegura onde está. “Estava com medo, vi carros estranhos parando em frente à minha casa, durante a madrugada, um Gol branco sem placa e outro escuro que não sei o modelo, várias vezes, por isso enviei e-mail à Anistia Internacional”, afirmou ela. Não se expôs para tentar identificar quem estaria no veículo, tampouco acredita na polícia da cidade, já que integrantes da corporação são os principais acusados da morte de Barbon.

O jornalista era polêmico e atuava na mídia local fazendo denúncias contra a administração pública e também contra policiais militares. Sua morte teria sido uma represália. Apesar de não ter sido o primeiro a divulgar o caso, em agosto de 2003, Barbon foi crítico e enfático durante as investigações de corrupção de meninas, praticada por políticos e empresários, durante orgias em ranchos. Vereadores e um garçom foram condenados e já cumpriram suas penas, mas alguns ainda lutam para limpar seus nomes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.