Pelo menos três suspeitos de pertencer à rede de pedofilia de Catanduva, município a 385 quilômetros de São Paulo, foram identificados nesta quinta-feira por oito das dez crianças que passaram pela sessão de reconhecimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Duas crianças reconheceram um médico como participante de sessões de pedofilia, mas como as duas não foram vítimas, seus depoimentos devem ser descartados.

Outros reconhecidos seriam dois adolescentes, de 17 e 16 anos, acusados de levar as crianças para serem molestadas em uma mansão.

Oito suspeitos foram colocados numa sala para observação das crianças que ficavam atrás dos vidros: um empresário, um médico, um comerciante, dois adolescentes, um motorista, um operário e um jovem de 19 anos, já acusado formalmente de participar de sessões de abuso com menores junto com um tio, de 46 anos, preso em 15 de janeiro e denunciado por molestar pelo menos duas crianças, conforme exames de corpo de delito.

As mães das crianças foram proibidas pela polícia de acompanhar as crianças no reconhecimento. No entanto, mães e crianças disseram que os suspeitos se travestiram para a sessão. "Um deles foi até de touca. Outros rasparam, tingiram ou mudaram o corte de cabelo", disse uma das crianças, de 8 anos, uma das principais testemunhas do caso.

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