Vítimas do terrorismo criticam Brasil pelo caso Battisti

SÃO PAULO - As famílias das vítimas do terrorismo na Itália protestaram contra a carta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo italiano justificando a decisão do Brasil de dar status de refugiado político ao extremista Cesare Battisti.

Agência Estado |

AP
Battisti foi condenado à prisão perpétua

Battisti foi condenado
à prisão perpétua

Para as famílias, a decisão e a carta são verdadeiros insultos ao povo italiano e às vítimas do terrorismo.

O grupo está ainda organizando uma reação popular contra a decisão do Brasil e pede para cada italiano enviar cartas ao governo e à embaixada do País em Roma. O que estamos vendo é um comportamento vergonhoso do Brasil em relação a esse assunto, afirmou o vice-presidente da Associação das Famílias das Vítimas do Terrorismo na Itália, Roberto Della Rocca.

O caso

O ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu na última terça-feira refúgio político ao italiano Cesare Battisti, cuja extradição era reivindicada pela Itália.

Battisti, 52 anos, foi condenado à prisão perpétua por duas sentenças. No pedido de extradição, a Itália alega quatro homicídios que Battisti teria cometido entre 1977 e 1979.

A condenação de Battisti na Itália ocorreu depois de sua fuga para a França, em 1981. O presidente François Mitterand acolheu italianos sob a condição de que abandonassem a luta armada. Battisti foi condenado com base em testemunho do delator premiado Pietro Mutti, seu companheiro de organização, e não em provas periciais.

Battisti deixou a França depois que sua condição de refugiado foi revogada na gestão do presidente Jacques Chirac.

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