Crianças de Catanduva, no interior paulista, voltaram a apontar hoje seus agressores em mais uma sessão de reconhecimento realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia e pelo Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Doze crianças e 13 suspeitos de crimes de pedofilia participaram das sessões, entre eles um médico, dois empresários e um comerciante.

As 12 crianças, que fazem parte de um total de 47 que relataram os abusos, apresentaram novos suspeitos e, por isso, passaram pelo reconhecimento.

As sessões foram realizadas na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de São José do Rio Preto, município a 60 quilômetros de Catanduva, para onde grupos de três e quatro crianças eram levados de carro após cada depoimento. Segundo o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), a medida foi tomada para evitar exposição das crianças e problemas como os que ocorreram no primeiro reconhecimento, realizado em fevereiro, quando os menores ficaram sem amparo psicológico, sem comida e os pais não tiveram acesso aos depoimentos dos filhos.

O promotor João Santa Terra, responsável pelo caso, afirmou que alguns suspeitos foram reconhecidos, mas não apontou nomes e número de crianças que reconheceram seus agressores. Cristiane Silva, mãe de três crianças, disse que uma de suas filhas reconheceu o médico, além do comerciante. "Ela trocou os nomes, mas reconheceu quatro agressores, entre eles, o doutor", afirmou. Porém, o advogado do médico, José Luís Oliveira Lima, negou que seu cliente foi reconhecido. "Nenhuma das crianças o reconheceu", disse.

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